Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006

O HOMEM DE BRONZE


Palmilhei a cidade a pé


Procurei com todo o cuidado


E o testemunho aqui deixo,


Que há na cidade de Loulé


Um homem de bronze talhado


Chamado de António Aleixo.


 


É como se ele ali estivesse


Sentado na sua cadeira


Também ela de bronze feita,


E a sua pena escrevesse


A sua rima derradeira


Na sua quadra mais perfeita.


 


Como que em busca de uma fonte


De novas rimas p’ra escrever


Sobre algumas paixões secretas;


De olhar fixo no horizonte


Como se houvesse olhos de ver


Nas estátuas de alguns poetas.


 


Corri a cidade em demanda,


Não do corpo que Deus lhe deu


Mas da memória que ali anda;


Foi poeta, teve o condão,


O homem, esse faleceu


A alma do poeta, não.


 


Morreu ao chegar da maré


Assim se cumpriu o seu fado,


Meu testemunho aqui deixo;


Que há um poeta em Loulé


E um homem de bronze talhado


Ambos são: António Aleixo.


 


Escrito em Loulé, 2005-05-02


João Chamiço

publicado por João Chamiço às 02:12
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