Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

QUEM ÉS TU?

(Imagem da net)

QUEM ÉS TU?
Na saca rasgada que tens aos ombros,
Quantas pielas, e quantos escombros
São tugúrios em que jazes vencido.
Quem és tu desgastado vagabundo,
Velho pária que vagueias perdido
De olhos baços e alheados do mundo?
 
Sou a criança, de fato rasgado,
De pés desnudos, sorriso adiado,
Que furta nacos da vida que a trunca.
Eu sou aquele que ateia as estrelas,
E à luz do luar nas noites mais belas
Engendra sonhos da “terra do nunca”.
 
Sou o ministro, sou o presidente,
E o ricaço e o mais pobre indigente.
Eu sou aquele que subiu na vida
Tão perto do Olimpo em altos degraus,
Que trouxe no tombo ventos e naus
E os destroços achados na descida.
 
Viajo no tempo do tempo antigo
Mudaram-me o nome p’ra sem-abrigo.
Nem sempre me lembro de quem sou eu,
De quantas “Isoldas já fui “Tristão”,
Perdido de amores, sonho e paixão;
E hoje; não sou mais, que o espelho teu!
João Chamiço
2008-10-30
publicado por João Chamiço às 21:52
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8 comentários:
De M.Luísa Adães a 2 de Novembro de 2008 às 11:18
João

Um "sem abrigo" pode ter sido, tudo, quanto dizes!
Quem sabe, como vai acabar?
Ninguém!!!

Muito bom!

Beijos,

Maria Luísa
De João Chamiço a 2 de Novembro de 2008 às 16:30
Sempre grato pelos comentários que fazem o favor me deixar.

Bjs
De M.Luísa Adães a 2 de Novembro de 2008 às 12:00
Aqui estou, de novo, lê o meu comentário anterior. ´
É evidente a beleza do poema1

eu disse que escrevi "Medo" e fiquei com medo? Dá-me, um pouco de alento.

Mas , não esqueças, eu já estive neste poema e comentei. Perdeu-se?

beijos,

Maria Luísa
De João Chamiço a 2 de Novembro de 2008 às 16:35
Perder-se também podia ser descriyo como: "cair em saco roto" como a velha saca que o personagem do poema tem ao ombro. Mas felizmente não foi o caso do teu comentário, que aí está para que se veja.

Mais uma vez agradeço.
Bjs
De Maria João Brito de Sousa a 5 de Novembro de 2008 às 14:02
Que magnífico poema, João! E vejo que mudaste para uma ilha próxima da minha. Vizinhos e bons vizinhos, João!
Adicionei este poema e a "Crise Económica" aos meus favoritos.
Abraço grande!
De João Chamiço a 6 de Novembro de 2008 às 01:41
Se a poetisa diz que o poema é bom, bem, só me resta acreditar que é.

Obrigado.
Bjs
De M.Luísa Adães a 9 de Novembro de 2008 às 14:39
Já comentei o espelho teu; tenho a certeza!

recebi o teu email do alentejo e dos Alentejanos. Congratulei ,a pessoa que o
formatou e a ti agradeço, o te lembrares de mim.

A minha cocker spaniel fez 16 anos, passei ao sapo a sua história, a pedido da nossa amiga, "poetaporqueDeusquer" e gostaria que
lhe desses oa parabéns.
Vou aguardar - eu e ela!

Bom fim de semana, joão e beijos para ti - de
mim e da meggie.

Maria Luísa
De João Chamiço a 9 de Novembro de 2008 às 16:30
Ok. Lá irei, nem que seja por respeito à longevidade do bicho.

Obrigado pelo comentário e retribuo tudo o que de bom me desejas.

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