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Aqui, no OBSERVANTES, têm lugar privilegiado:

A poesia, os sonhos e a utopia. A critica incisiva às realidades concretas de Portugal e do mundo baseadas na verdade constatada e só nela. "A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida". (Eduardo Girão)

Aqui, no OBSERVANTES, têm lugar privilegiado:

A poesia, os sonhos e a utopia. A critica incisiva às realidades concretas de Portugal e do mundo baseadas na verdade constatada e só nela. "A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida". (Eduardo Girão)

28.10.08

PÉTALAS


João Chamiço

      (Imagem da net)

 

    PÉTALAS

 Esta rubra flor alentejana,
Se de um outro lugar fora ela;
Seria assim, tão vermelha e bela
Como a rosa brava mais ufana.
 
Não lhe recusei os beijos meus;
Meus lábios estavam sequiosos
De encontrar os seus; deliciosos,
Enquanto não encontram os teus.
 
P´ra quê desfolhar um malmequer
Se as novas se afogam em  Alqueva?
E a brisa, à flor das águas leva
 
Pétalas brancas de bem-querer,
Ocultas em prados de ilusão
Que, se expostas ao vento se vão.
 
João Chamiço
Pax Júlia, em 2006-03-07
 
Se acaso este soneto for do teu agrado não me felicites.
Eu limitei-me a passar para um papel as palavras que me ditaste, ainda que o não saibas.