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Aqui, no OBSERVANTES, têm lugar privilegiado:

A poesia, os sonhos e a utopia. A critica incisiva às realidades concretas de Portugal e do mundo baseadas na verdade constatada e só nela. "A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida". (Eduardo Girão)

Aqui, no OBSERVANTES, têm lugar privilegiado:

A poesia, os sonhos e a utopia. A critica incisiva às realidades concretas de Portugal e do mundo baseadas na verdade constatada e só nela. "A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida". (Eduardo Girão)

26.10.08

POEMA PLANGENTE


João Chamiço

São tantos os girassóis

À direita do carreiro
Quem os pudera contar!
Tantos são os rouxinóis
Nos salgueiros do ribeiro,
Quem os pudera imitar!
 
São tantas as avezinhas
Que esvoaçam rente ao chão
Num vaivém em frenesim.
São tantas lembranças minhas
Penas em meu coração
Que são negras, de andorinhas.
 
São tantos tristes martírios
Que bordejam o caminho
Moldura de triste imagem.
São tantos os tristes lírios
Multidões em desalinho
Que esmorecem a paisagem.
 
São tantas ervas daninhas
Que se infiltram nas raízes
Como os vermes mais imundos.
São tantas tristezas minhas
Tantas hordas infelizes
De sobreiros moribundos.
 
São tantos cantos bucólicos
De sol quente e vida fria
Versos, cantigas dolentes.
São tantos, tão melancólicos,
Retratos de nostalgia
De olhos que escorrem, plangentes.
 
João Chamiço
2008-08-26
 

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