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Aqui, no OBSERVANTES, têm lugar privilegiado:

A poesia, os sonhos e a utopia. A critica incisiva às realidades concretas de Portugal e do mundo baseadas na verdade constatada e só nela. "A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida". (Eduardo Girão)

Aqui, no OBSERVANTES, têm lugar privilegiado:

A poesia, os sonhos e a utopia. A critica incisiva às realidades concretas de Portugal e do mundo baseadas na verdade constatada e só nela. "A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida". (Eduardo Girão)

18.10.08

TRÊS


João Chamiço

    Meus lábios se afoguearam

Entre beijos fugidios,
Três fogos se incendiaram
Nesses teus lábios bravios
Três fogueiras me queimaram.
 
Ao entardecer tardavam
As gaivotas nas falésias,
Três redondilhas cantavam
Num trecho de Júlio Iglésias
Baladas que me enlaçavam.
 
Três donzelas passearam
Na areia quente da praia,
Às três horas se enfeitaram
De vestidos de cambraia
Três fogueiras me queimaram.
 
Três navios fundearam
P’ra lá das vagas agrestes,
Três sereias entoaram
Seus três cânticos celestes
Todas três me enfeitiçaram.
 
Três ondas se agigantaram
Todas as três me venceram,
Três Ninfas que me enlaçaram
Todas as três me esqueceram
No alto-mar me enjeitaram.
 
Três pombas esvoaçavam
Foram três beijos fugazes,
Três penas delas poisavam
Por entre flores lilases
Que ao teu fulgor invejavam.
 
Teus olhos s’iluminaram
Como luzeiros errantes,
Três estrelas cintilaram
Em três clarões chamejantes
Três fogueiras me queimaram.
 
João Chamiço
2006-06-01

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