Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Aqui, no OBSERVANTES, têm lugar privilegiado:

A poesia, os sonhos e a utopia. A critica incisiva às realidades concretas de Portugal e do mundo baseadas na verdade constatada e só nela. "A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida". (Eduardo Girão)

Aqui, no OBSERVANTES, têm lugar privilegiado:

A poesia, os sonhos e a utopia. A critica incisiva às realidades concretas de Portugal e do mundo baseadas na verdade constatada e só nela. "A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida". (Eduardo Girão)

08.04.07

O DECLÍNIO DO PETRÓLEO


João Chamiço

A descoberta do petróleo foi sem dúvida decisiva, primordial mesmo, para o avanço e desenvolvimento que nos últimos cem anos se operou na nossa sociedade. É porém óbvio o decínio gradual das reservas existentes no interior da Terra. Cada vez mais as grandes companhias petrolíferas tem de arriscar a prospecção em cada vez maiores profundidades no alto mar. É curioso observar que, à medida que as alterações climáticas se vão tornando cada vez mais intoleradas pela Natureza devido precisamente à queima de combustíveis fósseis, se vai também assistindo ao declinio das reservas e portanto da exploração e produção de petróleo. Só que a humanidade está práticamente e em crescendo, dependente deste produto para quase tudo o que sustenta a vida.

Automóveis, camiões, máquinas agrícolas, aviação civil e até as máquinas de guerra, tudo depende do petróleo em grande escala.

Em quase tudo, e também nesta matéria, a humanidade vive suspensa em tudo o que são contradições. Se por um lado, poucas dúvidas restam de que os nossos automóveis deveriam circular menos em favor do transporte público, logo alguém se viria queixar de que se vendeu menos não sei quanto por cento da gasolina que no ano anterior.

Isto faz lembrar um tipo que pretendia atravessar uma ribeira e que para o efeito tinha apenas um pontão muito primário com a largura de apenas uma tábua. O indivíduo, com medo de cair, apelava à ajuda de Deus, mas logo se lembrou que o diabo também teria poder suficiente para o fazer cair à ribeira e não ia arriscar aborrecê-lo. Por isso ia apelando a Deus e ao diabo alternadamente até que acabou por cair à água. É óbvio que não se culpou a si próprio por se ter metido naquela aventura. Para ele foi nítido que a culpa teria de ser repartida entre Deus e o diabo por não o terem supostamente ajudado a atravessar a ribeira por cima de apenas uma tábua.

Debruçarmo-nos sobre estas questões pode parecer coisa de quem não tem mais nada para fazer. Pois pode, mas não é. O petróleo vai mesmo acabar um dia. A produção deste vai declinar ainda mais e mais até que arda a derradeira gota. E o que vai acontecer quando essa verdadeira recta final estiver ali mesmo à vista. Se já hoje se assiste ao triste espectáculo que são as guerras pela posse do petróleo, o que será quando ele vier mesmo a faltar?

 

Não deixe de ver os vídeos

http://video.google.com/videoplay?docid=6874865766680234839&hl=es

 

http://www.youtube.com/watch?v=55VETQ2lasU&mode=related&search=

 

http://www.youtube.com/watch?v=4moDnG134qA

1 comentário

Comentar post