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Aqui, no OBSERVANTES, têm lugar privilegiado:

A poesia, os sonhos e a utopia. A critica incisiva às realidades concretas de Portugal e do mundo baseadas na verdade constatada e só nela. "A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida". (Eduardo Girão)

Aqui, no OBSERVANTES, têm lugar privilegiado:

A poesia, os sonhos e a utopia. A critica incisiva às realidades concretas de Portugal e do mundo baseadas na verdade constatada e só nela. "A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida". (Eduardo Girão)

03.08.06

CONTRADIÇÕES


João Chamiço

É com grande pompa que alguns iluminados tem afirmado por aí que, o falecido Papa Karol Wojtyla contribuíu decisivamente para a queda do comunismo. Ora aí está um belo mote para o Papa actual. Que tal começar a contribuir urgentemente para a "queda" desta outra ditadura das mentalidades torpes que nos governam aqui neste "paraíso da liberdade"? É que é mesmo urgente algém influente dedicar-se a essa também nobre causa antes que a teoria do "olho por olho" possa transformar a humanidade numa raça desprovida de olhos.

Se o comunismo soviético nos preocupava e preocupou o Papa Wojtyla, chegou o tempo de nos preocuparmos também e muito com as estúpidas contradições do nosso sistema de vida.

Senão vejamos:

Hoje, um operário trabalha com máquinas que executam num dia tanto trabalho como cem homens juntos no passado. Se ninguém ignora este facto, como é que alguém mete na sua cabecinha manhosa que, em nome da sustentabilidade disto ou daquilo se tenha de trabalhar muito mais anos?

O homem constroi obras monumentais, como o túnel sob o canal da mancha por exemplo.

Esta semana fomos surpreendidos com a estúpida notícia de que o túnel esteve para ser encerrado porque se encontra em situação de falência. Não dá para entender pois não?

Num país como o nosso, por exemplo, em que a grande maioria da população vive mal apesar de produzir grande riqueza que outros vão acomulando, o assunto mais badalado é a possível falência da Segurança Social. Porém, os bancos, os seguros, a EDP e as empresas de comunicações não param de enriquecer os seus acionistas.

A Comunidade Europea, diz que o estado tem demasiados funcionários. Solução? Desemprego. Quem paga o desemprego? A nossa Segurança Social. Deixa de ser um encargo para o estado e passa a ser mais um peso morto a sugar-lhe a magra sustentabilidade.

Eu por mim já enviei ao governo uma proposta de solução mas não foi aceite. Adivinhem porquê.

A minha proposta para permitir a sustentabilidade da S. Social e reduzir o desemprego, era fusilar todos os cidadãos que estivessem prestes a conseguir a reforma.

O governo não aceitou a sugestão porque os ministros, deputados e outros que tais passavam a morrer muito jovens.

É por isso que me lembrei de apelar à imaginação e coragem do Papa actual para nos ajudar a interromper urgentemente este caminho que nos leva direitinhos para o inferno mas cá nesta "nossa" terra.

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