Sábado, 18 de Março de 2006

A REVOLTA

Se a torrente faz o rio transbordar

E soltar-se das margens em convulsões.

A revolta que a excessos dá lugar

Salta das margens, como as revoluções.

 

Mas quando o rio, mostra a sua revolta

Reclama o domínio que lhe pertence,

E a fúria da Natureza anda à solta,

Correm no rio, forças que ninguém vence.

 

Do rio, se diz que é tumultuoso;

E as margens que o contraem? O que são?

O rio, só se liberta revoltoso,

E o servo, da orla da escravidão.

 

Quando o rio se amansa, tudo é perfeito

E tudo em seu redor tende a se acalmar;

O gigante, adormece no seu leito

São as forças da revolta a descansar.

 

F. Januário

sinto-me: PORTUGA ATÉ AO TUTANO
música: Cantiga de Amigo (Zeca Afonso)
publicado por João Chamiço às 01:17
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