Domingo, 5 de Março de 2006

O CARPINTEIRO

Talha as portas da casa onde mora


E talha as janelas também;


Antemanhã, ao romper d’aurora


Debruça-se nelas o seu bem.


 


Brincando a sério, faz brinquedos


E o soalho do seu salão,


E arcas onde guarda os segredos


E martírios do seu coração.


 


As tábuas que formam o seu leito


São feitas da mais fina madeira


Aplainadas com todo o preceito,


 


Faz a mesa onde poisa o pão,


O cadeirão, a mesa, a cadeira


Outros, hão-de fazer seu caixão.


 


F. Januário (pseudónimo)

publicado por João Chamiço às 01:16
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1 comentário:
De Anónimo a 5 de Março de 2006 às 12:38
Qualquer comentário meu seria muito pequeno, comparado com a beleza desta poesia.Fica um beijo carinhosoMaria João
(http://omeuolhar.blogs.sapo.pt)
(mailto:arcoiris.2005@hotmail.com)

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